O ano em Fotos
30/12/07

Ashley Gilbertson para o Nytimes
2007: The Year in Pictures. O New York Times apresenta uma seleção de fotos que resumem as estórias mais importantes do ano (para eles). É muito bem feito, cada tema é apresentado através de muitas fotos acompanhadas de um narração, em geral dos fotógrafos. É mais um exemplo de como a fotografia pode ser útil na WEB de uma forma única, insubstituível pelo vídeo. A narração acompanhada pelas fotos dá ao leitor tempo para refletir sobre o tema. Fotos fazem pensar. Esse tipo de uso da fotografia também pode ser encontrado em outros sites, por exemplo no Magnum in Motion, ou no MediaStorm.
Evanescence em SP – Abril 2007
29/12/07

Não sou muito fã do Evanescence, mas essa foto por Sergio Carvalho/Folha Imagem ficou “Show” !
América Latina do alto
18/10/07
Dê uma olhada, tem uma galeria no site da National Geographic, fotos de Robert B. Hass. A minha preferida:

Península de Yucatán: flamingos no golfo do México
As fotos fazem parte do livro Through the Eyes of the Condor: An Aerial Vision of Latin America, publicado pela National Geographic Society e que também foi tema de uma reportagem na National Geographic Magazine.
Hamburgo
08/10/07
Point and Shoot
30/09/07
Reportagem interessante no RG: DPI. O fotógrafo Alex Majoli cobriu nos últimos anos as guerras no Congo e no Iraque, que lhe renderam os mais prestigiosos prêmios de jornalismo dos EUA: U.S. National Press Photographers Association’s Best of Photojournalism, Magazine Photographer of the Year Award e o U.S. Overseas Press Club’s Feature Photography Award. Incrivelmente, as fotos que lhe valeram tudo isso foram feitas com câmeras básicas, “point ‘n’ shoot, mais especificamente uma Olympus C-5050. Segundo ele, estas câmeras básicas servem bem para o trabalho jornalístico em regiões atribuladas porque são leves e possuem foco infinito, facilitando a tarefa de tirar fotos rapidamente em momentos de conflito. O tamanho diminuto as tornam menos agressivas e facilitam a aproximação com os moradores das regiões a serem documentadas, em geral em guerra e portando com uma população avessa a estrangeiros e especialmente repórteres.
O lado ruim das câmeras básicas é a imagem com pouco contraste, “flat”, portanto Majoli admite ter alterado um pouco os níveis de cor das fotos para conseguir algo mais próximo do preto obtido do filme. Além disso, possuem uma resposta baixa, isot é, demoram muito a fazer a foto após o botão ser pressionado. A reportagem toda é grande e detalha mais as técnicas usadas pelo fotógrafo para adaptar a câmera básica às necessidades do jornalismo de campo.
A lição mais uma vez é que o equipamento não é tão essencial assim em fotografia, o olhar continua soberano. Claro que um equipamento melhor facilita a vida, mas não cria as fotos boas: simplesmente você terá menos trabalho para tirá-las, se for capaz de fazê-lo. Recado bom para o pessoal que passa meses discutindo como a nova lente x vai melhorar a sua fotografia, etc.
Scene
24/09/07

Alma dividida
23/09/07

Acabou de chegar meu primeiro livro de fotografias (não sobre fotografias): Divided Soul, de David Alan Harvey (Magnum), com mais de 100 (!) fotos dos 30 anos de trabalho de Harvey fotografando os povos latinoamericanos. O livro é muito bem feito, com fotos grandes e uma edição muito boa que deixa muito claro o estilo, o olhar próprio, deste grande fotógrafo. Harvey é um apaixonado confesso pelos povos latinos e suas trajetórias históricas de paixão e tragédia. Como as trajédias já foram mais do que documentadas, ele dedica-se a mostrar o resto: faz uma leitura do cotidiano dos latinos, impregnada de cores, sensualidade e paixão, sem entrar em considerações políticas. Pode-se criticá-lo talvez por romantizar um pouco a latinidade, mas acho que ele somente está preenchendo uma lacuna importante no registro fotográfico internacional. Claro que localmente existem fotógrafos registrando tanto as desgraças quanto as alegrias de todos os povos, mas isso já não ocorre com fotógrafos de renome e abrangência mundiais. Desgraças vendem mais e além disso as pessoas só param para pensar em outros povos quando algo terrível os acomete que acaba por gerar aquela sensação de proximidade (não que eu ache isso errado, já temos mesmo nossas próprias vidas e os problemas do próprio país para nos preocupar…).
As fotos (que podem ser vistas aqui) foram tiradas ao longo das décadas em projetos a priori independentes em sua maioria financiados pela National Geographic Society, para a Revista da National Geographic. São imagens de banqueiros e de touradas na Espanha, rituais de candomblé na Bahia, boxeadores em favelas brasileiras, diversas fotos de rua em Porto Rico, Cuba, México, Chile, Trinidad, Portugal. Um trabalho magnífico.

Preparando a comunhão – Salvador, Brasil.
Amazônia 5 estrelas
17/09/07

Por Lalo de Almeida, para o Nytimes
Hoje 17/09 há uma reportagem no New York Times do famoso Larry Rohter sobre hotéis “confortáveis” na floresta amazônica. Imediatamente fiquei interessado na matéria pois nos apresenta uma opção para se aproveitar a região amazônica de uma forma melhor. Dado que não tenho mais 20 anos meu saco pra viagens precárias acabou (ok, nunca existiu na verdade!). Além de descrever as diversas opções de acomodação com qualidade que agora existem na região, a reportagem é acompanhada por umas fotos legais até, como a de cima. No geral, eu acho que o fotógrafo poderia ter se empenhado um pouco mais, com mais e melhores fotos dos hotéis para os leitores terem uma boa idéia do que estão lendo… mas também naquele calor deve ser difícil, quem já foi sabe.
Kind of Blue
11/09/07

Por Thomas Adank.
Gostei das séries 2 e 4. Minimalista, gosto disso, um refresco à confusão (não só visual) de boa parte fotografia contemporânea. O fotógrafo é suíço, o que faz algum sentido.

