Veja só o resultado da pesquisa CNT/Sensus feita em outubro/07, disponível no Globo:

Página 20 do relatório da pesquisa:

MANDATO DO CANDIDATO
Pertence:

Candidato 48,7 %
Partido Político 38,3%
NS/NR 13,1%
Total 100,0%

FIDELIDADE PARTIDÁRIA
Aprovação STF

Concorda 54,2%
Não concorda 30,7%
NS/NR 15,1%
Total 100,0%

A pergunta da pesquisa era se o cidadão concordava “com a proibição da mudança de Partido do Candidato eleito, e perda do mandato do Candidato eleito no caso de mudança de Partido”, decisões tomadas pelo STF.

Portanto, o povo acha que o STF agiu corretamente em decidir que o mandato pertence ao partido, mas prefere que ele pertença ao candidato. Contradição.

Pode-se argumentar que talvez o povo seja a favor da fidelidade neste sentido estrito: de que o candidato não deva mudar de partido após a eleição, mesmo o mandato sendo seu. O problema é que isso não tem lógica nenhuma, afinal se o mandato é do candidato ele pode fazer o que bem entender com ele. Além disso, a pergunta da pesquisa era clara quando referia-se à fidelidade no sentido do que foi decidido pelo STF, isto é, que o candidato perde o mandato caso mude de partido, o que só poderia acontecer se o mandato pertencesse ao partido.

 

 

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