Simonetta Stefanelli, como Apollonia Vitelli Corleone, no Poderoso Chefão. Só não dou 10 pro filme porque tiveram a audácia de explodir esta beldade… A propósito, se o Paraíso existir, não deve ser algo muito distinto dos elementos que aparecem nessa foto: mulher bonita, flores ao fundo, vento, uma colina, pra quê mais?

Conforme post no blog de Ancelmo Gois no Globo, o pessoal da PF brinca que esta música, do filme Boccaccio 70, é a trilha sonora “oficial” da operação Ouro Branco, combatendo a adulteração do leite. Ouça aqui.

Ontem assisti Kill Bill pela primeira vez e, resumindo, achei o filme uma grande bobagem. É, a palavra é esta: bobagem. Senti que joguei fora uma hora e meia da minha vida. Queriam fazer uma HQ? Fracassaram. HQs estão inseridas em um ambiente, não se sustentam em personagens somente, como é o caso do filme. O espectador não é atraído pela história em si, que é fraca, nós nunca “entramos” no filme. Tarantino tenta captar atenção através do seu tradicional uso de violência extrema e de efeitos engraçados (como o sangue jorrando), mas mesmo isso já não impacta grande coisa. Depois de 50 braços cortados, que diferença faz entrarem mais 100 guerreiros que você sabe que vão morrer também? Qual a novidade que o filme apresenta pra poder querer ser alguma coisa? Algo técnico? Não. Edição? Nada novo. Fotografia, figurino, som? Bom, mas nada original (talvez para os padrões do Tarantino sejam excepcionalmente bons, mas não em relação ao resto da indústria). Lutas? Quem assistiu Tigre e o Dragão, Herói, Clã das Adagas Voadoras, Matrix, não vai se impressionar com as brigas pouco inspiradas do filme. Sobrou a linguagem para salvar, mas como disse antes faltou ambientação para tornar o filme algo próximo a uma HQ, ou a qualquer coisa nova, diferente. Botar umas mulheres lutando com nomes bobos não torna o filme uma história, muito menos em quadrinhos. Fiquei horas assistindo uma mulher com nome engraçado e roupa cool pegar uma espada e cortar todo mundo, big deal! Ainda que Pulp Fiction compartilhe também da dependência da violência e dos personagens, inegavelmente estava inserindo coisas novas no cinema, principalmente uma edição de som e imagem inteligente e inédita, a história não linear, roteiro original, etc. Agora foi só mais do mesmo, sem brilho algum. Pode-se argumentar que é exatamente um filme para não ser levado a sério, mas daí eu prefiro assistir um American Pie da vida, vou dar umas boas risadas.

No final, eu já estava tão de saco cheio daquela mesmice sem fim de gente sendo cortada sem mais nem menos que peguei o jornal e comecei a ler umas notícias aleatórias. Quando voltei, estava a cena da mulher sem a parte de cima do crânio, com o cérebro aparecendo. Legal… pensei, e desliguei a joça do dvd. Filme inútil, se eu tivesse 18 anos e fosse super empolgado talvez até gostasse. É isto, um filme de um adolescente para outros. Pena que eu não sou mais. Não vou nem alugar o 2 pois aparentemente é bem pior.

that look…

08/09/07

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Código 46, por Michael Winterbottom, com Samantha Morton (foto) e Tim Robbins.

owned me.

(Ouvindo Subterranean Homesick Blues)