Ótima coluna do Gilberto Dimenstein, que comenta sobre essa mania nacional de exigir direitos e negar seus deveres.

É só isso que se pode dizer a Fidel Castro, quase 50 anos no poder, depois desta declaração:

“Meu dever elementar não é me apegar a posições e menos ainda obstruir o caminho dos mais jovens”

Claro que não, imagina.

Piauí

03/11/07

Comprei a Piaí deste mês, por causa da capa. Já tinha feito isso no mês anterior, edição de aniversário (desenho do Angeli), e sabia que isso ia acontecer outras vezes, dado o estilo New Yorker da revista e do meu gosto por fotografia e ilustrações em geral. Claro que se eu não gostasse do conteúdo (e gosto muito) não compraria a revista, mas agora que já conheço a qualidade média das reportagens sinto-me tranquilo em comprar a revista baseando-me somente na capa. Enquanto a qualidade média das reportagens for boa, vou continuar com esse comportamento superficial…

A deste mês é muito boa (a capa, não li a revista ainda).

P.S. A capa é de um cartunista francês chamado Sempé que, acabo de descobrir, é mundialmente reconhecido e já fez diversas capas para a New Yorker.

Cow Parade Rio

03/10/07

As vacas da Cow Parade no Rio de Janeiro estão muito criativas, esta aqui abaixo do Drummond é demais:

cowparade_2007_f_007.jpg

Reuters, via UOL

Confira no link da foto outras imagens das vacas COWriocas. Outra fotos aqui. No site da Cow Parade estão disponíveis imagens de todas as vacas expostas em todas as cidades que já abrigaram uma exposição: clique aqui para ver as do Rio de Janeiro, e aqui para as de sampa.

Ao final da exposição as vacas serão leiloadas e o dinheiro irá para uma ONG chamada Obra Social da Prefeitura do Rj.

Maiores informações no site específico da Cow Parade Rio: http://rio.cowparade.com.

Point and Shoot

30/09/07

Reportagem interessante no RG: DPI. O fotógrafo Alex Majoli cobriu nos últimos anos as guerras no Congo e no Iraque, que lhe renderam os mais prestigiosos prêmios de jornalismo dos EUA: U.S. National Press Photographers Association’s Best of Photojournalism, Magazine Photographer of the Year Award e o U.S. Overseas Press Club’s Feature Photography Award. Incrivelmente, as fotos que lhe valeram tudo isso foram feitas com câmeras básicas, “point ‘n’ shoot, mais especificamente uma Olympus C-5050. Segundo ele, estas câmeras básicas servem bem para o trabalho jornalístico em regiões atribuladas porque são leves e possuem foco infinito, facilitando a tarefa de tirar fotos rapidamente em momentos de conflito. O tamanho diminuto as tornam menos agressivas e facilitam a aproximação com os moradores das regiões a serem documentadas, em geral em guerra e portando com uma população avessa a estrangeiros e especialmente repórteres.

O lado ruim das câmeras básicas é a imagem com pouco contraste, “flat”, portanto Majoli admite ter alterado um pouco os níveis de cor das fotos para conseguir algo mais próximo do preto obtido do filme. Além disso, possuem uma resposta baixa, isot é, demoram muito a fazer a foto após o botão ser pressionado. A reportagem toda é grande e detalha mais as técnicas usadas pelo fotógrafo para adaptar a câmera básica às necessidades do jornalismo de campo.

A lição mais uma vez é que o equipamento não é tão essencial assim em fotografia, o olhar continua soberano. Claro que um equipamento melhor facilita a vida, mas não cria as fotos boas: simplesmente você terá menos trabalho para tirá-las, se for capaz de fazê-lo. Recado bom para o pessoal que passa meses discutindo como a nova lente x vai melhorar a sua fotografia, etc.

Asterix & Gotlib

29/09/07

Não entendo muito de quadrinhos, mas me surpreendeu a enorme semelhança do traço de Marcel Gotlib, que tem seus desenhos publicados regularmente na Piauí, com aqueles de Uderzo, de Asterix. Aparentemente Gotlib trabalhou na década de 60 com Uderzo e Goscinny: será que ele foi tão influenciado tecnicamente assim? De qualquer forma, os seus quadrinhos não podem ser definidos somente pelo visual, no resto são totalmente diferentes daqueles dos criadores de asterix.

Mesmo assim, a semelhança me impede de aproveitar totalmente o trabalho…é, não gostei. Li demais Asterix quando criança, cada vez que vejo o desenho de gotlib fico esperando Abracourcix aparecer no próximo quadro.

Seres Verdes

25/09/07

Ontem nas minhas buscas pela net descobri uma banda carioca chamada Supercordas, que é totalmente diferente de qualquer coisa que você já ouviu. É impossível defini-la precisamente, mas que tal música brejo-psicodélica? Como diz o site da Trama virtual, pararam nos anos 60. Vale a pena ouvir! O nome do CD é Seres Verdes ao Redor (ouça algumas músicas na págida do myspace), do selo Trombador Discos e, para os moradores de Sampa, apresentam-se Hoje no Sesc Pompéia (do lado de casa!):

Supercordas @ Prata da Casa
Terça-feira, 25 de setembro, às 21h
Choperia do Sesc Pompéia

Dia 2/10 apresentam-se na Sala Baden Powell aqui no Rio.

O álbum pode ser comprado no Submarino, mas a banda, segundo o site da Trombador Discos, liberou o download aqui.

Como pode-se perceber, a capa do CD é muito criativa e bem feita, percebe-se que estão se empenhando na promoção do trabalho. Resumindo, eu poderia ficar aqui tentando descrever a música como fazem muitos outros sites, mas ela é muito única, não dá, tem que ouvir mesmo! De qualquer forma, é só digitar no google que aparecem entrevistas e coisas mais.